CRIANÇAS

O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade. Karl Mannheim

quinta-feira, 26 de abril de 2012

1ª. Assembléia do Fórum Municipal de Educação infantil de São Paulo A maior rede de educação publica da América Latina, que reúne quase 2000 unidades já regulamentadas entre convênios e administração direta, é a da cidade de São Paulo. Uma rede dessa dimensão precisa ter vez e voz nas politicas publicas para educação básica. Em nosso município a educação infantil é feita por muitas pessoas: profissionais da educação infantil, militantes, especialistas, famílias, conselheiros de direitos das crianças, sindicatos dos trabalhadores da educação, associações de bairros, movimentos de luta por creches e moradias entre outros . Temos muitos desafios e precisamos conversar! A ideia é refletir sobre as políticas públicas como: financiamento, programas e planejamentos pedagógicos, ações e situações educativas, regulamentações profissionais, permanência e qualidade da educação infantil, como também, os impactos dessas políticas no cotidiano das instituições de Educação Infantil. É por isso que convidamos todos a participarem da 1ª. Assembléia do Fórum Municipal de Educação Infantil de São Paulo. Data: 10/05/12 – quinta-feira Local: Faculdade São Francisco Direito USP - Sala 11 de agosto. Endereço: Largo São Francisco, 95. Horário: 9h às 12h Pauta: - Informes gerais sobre Políticas Públicas Nacionais, Estaduais e Municipais para a Educação Infantil - Eleição do Conselho Gestor do Fórum e definição das pautas de discussão e reivindicação para os próximos encontros Sua presença é fundamental para garantirmos um fórum forte na defesa dos Direitos das Crianças! Compareça e divulgue!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A importância da leitura

- Mamãe, conta aquela história outra vez? - E depois, você conta de novo? O valor e a importância que se dá à leitura começa em casa, muito antes das “letras” e da escola. Contar histórias é oficio antigo da humanidade, encontrado em todas as partes do mundo. O homem usa a palavra como instrumento mágico que produz bem-estar, prazer, satisfação, conhecimento. Os primeiros narradores de histórias oralmente transmitidas são os antepassados de todos os escritores. Fixar essas experiências através da escrita garante que os ensinamentos perdurem e que as raízes de cada um possam ser respeitadas e assimiladas. A leitura de adultos significativos para as crianças, é uma atividade prazerosa, uma forma de brincar com as palavras, de proporcionar uma rica fonte para a imaginação, que transporta a criança para mundos diferentes. Pais e professores da Educação Infantil e das séries iniciais são os responsáveis por criar os laços das crianças com a leitura. A infância é o tempo de maior disponibilidade a influências. As crianças gostam de “imitar” atos de leitura, e a família e os professores são ótimos modelos de leitores competentes. As crianças, no dia-a-dia, entram em contato com as mais trágicas histórias, nos jornais, revistas, TV, cinema, computador. Todos são “eventos de letramento”, mas que histórias, que leitura, em contrapartida, podemos oferecer às crianças deste século? As crianças têm, na infância, o melhor tempo disponível para ouvir ou fazer uma leitura descompromissada, movidas apenas pela curiosidade, pelo prazer, pelo descobrimento. Nosso papel é o de oferecer, desde cedo, o contato com obras-primas, com leitura ou “contação” de boa qualidade. Com isso é possível que a criança tenha uma formação e um desenvolvimento mais completo, mais interessante. Já disseram, mais de um educador, que a criança que cresce ouvindo histórias cresce mais feliz. A leitura é expressão estética da vida através da palavra escrita e contribui significativamente para a formação da pessoa, influindo nas formas de se encarar a vida. A criança é imaginativa, exercita a realidade através da fantasia, mas precisa de materiais exteriores – todas as formas de escrita – contos, histórias, fábulas, poemas, cantigas, para se constituir como pessoa. Gostam de leituras que lhes dêem utilidade e prazer. “Cobrar” leitura de uma criança é um erro bem fácil de se cometer. A criança vai crescendo e temos a tendência de deixá-la sozinha com sua “tarefa” de ler. Não devemos deixar de mostrar nossa paixão e envolvimento pelo que fazem, pelo que descobrem, mesmo que não seja o que sonhamos ou imaginamos para elas. Acabamos valorizando os livros de aprender a ler, os livros das diferentes disciplinas escolares que ensinam os conhecimentos culturais, mas nem tanto, os livros não utilizados na aprendizagem formal, os que normalmente são caracterizados como recreação. Se a criança não procurar, inicialmente, um livro como entretenimento, como poderá ela ter prazer de ler no futuro? Cecília Meireles mestra no uso das belas e boas palavras, que produzem tanto prazer, já dizia: “Ah! Tu, livro despretencioso, que, na sombra de uma prateleira, uma criança livremente descobriu, pelo qual se encantou, e, sem figuras, sem extravagâncias, esqueceu as horas, os companheiros, a merenda... tu, sim, és um livro infantil, e o teu prestígio será na verdade, imortal.
Maria Cristina Hoffmann - Educação Infantil Artigo publicado na revista Family and friends nº 8

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cia. dos Bichos


A Cia. dos Bichos é uma minifazenda que ocupa uma área de 25 mil metros quadrados. A programação para a criançada inclui brincadeiras tradicionais, como corrida de saco, ovo na colher e esculturas com bexigas. Os animais de criação de 16 espécies diferentes, como pavão, porquinhos e pavão, também são atração do local. Passeios a cavalo e ordenha da vaca Girassol divertem os pequenos e proporcionam contato com a natureza.
Marrecos, patos, gansos (que vivem num lago natural), ovelhas, cabras e vacas podem ser conhecidos neste local, que fica cerca de 20 minutos da capital. Além de horta e minhocário, o espaço dispõe de cavalo, búfalo e charrete para passeios.
Estr. de Capuava, 2.990, acesso pelo km 25,5 da rod. Raposo Tavares – Granja Viana – Cotia. Telefone: 4703-3548.
Ingresso: R$ 25 (adulto) e R$ 30 (criança). Aceita cheques. Não aceita reservas. Não tem ar condicionado. Faz visitas monitoradas. Tem local para comer. Estac. grátis.
sábado e domingo: 10h às 17h.



Movimento Boa Praça
O Movimento Boa Praça é uma iniciativa de moradores dos bairros Alto de Pinheiros, Lapa, Vila Romana e Vila Anglo que buscam uma cidade mais humana, com vizinhos que se conheçam e praças cheias de vida... Essa história começou quando Alice, que completaria 4 anos, quis comemorar seu aniversário na praça. Como estava deteriorada, sua mãe teve a ideia de trocar presentes por um parquinho novo para a praça François Belanger. Amigos, parentes, vizinhos, empresas locais e a subprefeitura se uniram para que esse desejo fosse realizado. Essa experiência despertou os moradores da região, que começaram a se mobilizar para movimentar a praça com piqueniques comunitários todo último domingo do mês. Os piqueniques acabaram atraindo a atenção de moradores das praças vizinhas que, ao se identificarem com essa iniciativa, aderiram ao núcleo inicial e criaram o Movimento Boa Praça. Nossa idéia? Mobilizar as pessoas para revitalizar e ocupar as praças, devolvendo a elas seu sentido inicial: de lugar de encontro, diversão, debate e inclusão.
Eu participo.
Lucia Gambarini
http://boapraca.ning.com/

domingo, 13 de junho de 2010

Alfabetização

:: ALFABETIZAÇÃO ::
" A compreensão do sistema de escrita é um processo de conhecimento; o sujeito deste processo tem uma estrutura lógica e ela constitui, ao mesmo tempo, o marco e o instrumento que definirão as características do processo. A lógica do sujeito não pode estar ausente de nenhuma aprendizagem, quando esta toma forma de uma apropriação de conhecimentos." (FERREIRO & TEBEROSKY,1986)
Este trecho retirado do livro Psicogênese da Língua Escrita mostra como pode ser diferente do tradicional o enfoque dado ao processo de alfabetização. Mostra que a alfabetização não é somente armazenamento de informação sobre o código para uma possível "decifração". O processo de aquisição da língua escrita é muito mais conceitual do que informativo. A criança constrói seu conhecimento internamente e não, como muitos creêm, que seu conhecimento é um processo de interiorização de informações externas.
Quando a criança chega na escola pela primeira vez, seja com dois anos de idade, ela já traz consigo conhecimentos próprios sobre várias coisas, entre elas a língua escrita. Ela NÃO está começando tudo do ZERO. Precisamos é observar o que ela está pensando e como o está fazendo, para a partir daí podermos auxiliá-la na sua jornada rumo ao "entendimento" do código.Os indivíduos quando chegam à escola trazem uma bagagem de conhecimentos bem vasta. Cada um traz uma bagagem de acordo com sua vivências, mas todos vêm munidos dela. As diferenças em relação ao momento conceitual no processo de alfabetização remetem as diferenças cognitivas, afetivas e sociais de cada um. O trabalho escolar é avaliar estas diferenças e trabalhar com elas de forma a que cada indivíduo possa caminhar evolutivamente no seu processo de alfabetização acrescentando novas experiências as anteriores.
A alfabetização tem seu peso na classe de alfabetização. No entanto, não se considera que a alfabetização comece e termine na classe de alfabetização. Esta é considerada um processo de aprendizagem onde ocorrem aquisições conceituais e de informações, que começam assim que a criança inicia sua interação com a língua escrita e não existe um marco (cronológico) definido para seu término. As atividades percepto-motoras não são consideradas pré-requisito para a alfabetização; são atividades paralelas à alfabetização sem uma relação de dependência entre ambas. Um trabalho de alfabetização baseado nos estudos de Ferreiro e Teberosky deve ter por objetivo principal oferecer à criança o maior número de vivências possíveis com a língua escrita para que ela possa ter um material de qualidade para atuar cognitivamente, construindo assim sua alfabetização.
Algumas dicas:
Oferecer bastante material escrito, trabalhando principalmente com os nomes
próprios das crianças para que evolua de uma hipótese conceitual a outra.
Informar a criança qual é a direção e o sentido da escrita, quais são as letras do
alfabeto, ensinar algumas regras ortográficas quando a criança perguntar, etc

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Crianças

"... o desenvolvimento da criança é produto de instituições sociais e sistemas educacionais,como família,igreja,escola,que ajudam a construir seu próprio pensamento e descobrir o significado da ação do outro e de sua própria ação." Vygotsky